sexta-feira, 26 de março de 2010

aquela noite foi inesquecível...

Ela já perdeu a conta de quantos homens conheceu. Cada um era de um jeito. Moreno, loiro, alto, baixo, gordo, magro. Ela não ligava pra esteriotipos, jeitos e manias. O diferente aguçava sua imaginação. Marilia era uma mulher decidida a ser feliz e sabia que não precisava ter alguém do seu lado para isso. Suas amigas brincaram que a música dela era Mulheres, mas com ela seria Homens. Não era do fetio dela se apaixonar ou ficar com alguém por muito tempo. No fundo, ela tinha medo. Mas a vontade de sair sem ter que dar explicação, de ir e vir quando quiser, de experimentar sempre o novo fazia dela uma mulher realizada. Claro, Marilia às vezes queria apenas ficar emc asa vendo um filme, comendo algumas guloseimas no colo de algum principe, mas ela era realista.Sabia que nenhum desses homens era para ela. Não que ela fosse superior ou qualquer coisa diferente deles. O problema era ela mesmo. Quando saia escolhia o pior que pudesse ter, para que nenhum se apaixonasse por ela. Marilia era diferente das outras meninas. Enquanto suas amigas reclamavam que nao namoravam, que não encontravam alguém interessante, ela desfrutava de ótimos parceiros e adorava acordar em casa sempre. Sim, algumas vezes dormia na casa de uns dos homens de sua vida, mas adorava depois de uma relação ir para casa, tomar um banho e dormir na sua cama.
Os homens? Alguns voltavam a procurar Marilia. Mas ela sempre arrumava um jeito de não sair com eles novamente. Agora se a transa foi muito boa e o cara é interessante, ela aceitava repetir a dose.
E aquele homem era um desses. Foi uma noite qualquer. Suas amigas ligaram eufóricas a chamando para ir na balada que prometia ser um sucesso. Marilia se empolgou. Enquanto suas amigas procuravam as melhores roupas para a noitada, ela vestiu uma sainha qualquer e colocou o sapato que tanto ama. Estava linda e simples. E lá foram as meninas para a grande noite.
Quando estava saindo de casa, o celular dela toca.
Marilia atende. A fala dela é engraçada. E ela conversa sorridente com seu amigo. Ele a convidou para ir a uma super festa. "Meu Deus, quanta festa!". E como Marilia gosta de farra, logo aceitou. Chegando na primeira festa, ela logo descobre que não aceitam cartão Visa. Aquilo acabou com a festa dela. Ela nunca saia com dinheiro. E saber que não poderia consumir nada a fez ficar um tanto chateada. Então lá fica ela com suas amigas, que por sinal quase não bebem. Sim, Marilia era a mais louca delas. Com isso, ela resolve dançar, mas para ajudar, a musica não era tão boa. E em meio aos risos e conversas um grupinho de homens se aproximam das meninas. Conversa vai, conversa vem, bebida vai e vem, elas finalmente começam a se divertir. Mas ficar ali naquela situação não era muito característico delas. Até que por unanimidade elas resolvem ir até algum barzinho comer algo. Vão embora. Comem, bebem, e o celular de Marilia toca. São 4h12. Seu amigo lhe avisa que está indo buscá-la para irem a super festa.
Aquilo sim era festa. Pessoas bonitas, musica boa, e que lugar! Marilia era apaixonada por aquele ambiente. Aquela musica entrava na mente dela e a fazia a mulher mais feliz do mundo. Em meios as bebidas, danças, risadas, ele veio falar com ela.
Foi engraçado, ela não estava interessada em ficar conversando ou de "pegação" com ninguém. Ela tinha tirado a noite para dançar! Mas em meio a bagunça, eles se beijaram.
Fazia tempo que ela não sentia aquilo. Até hoje ela nao sabe se foi por causa do lugar, a musica, bebida ou qualquer coisa, mas aquele momento nunca mais saiu da cabeça dela.
E juntos passaram a noite toda juntos, até que se cansaram e em meio ao frenesi do momento resolveram ir embora. Fábio disse que levaria ela embora. Mas Marilia estava com seu amigo e queira ou não ele era um desconhecido. Só que ela nem pensou nisso. Deixou se entregar e resolveu aceitar a carona. Durante o trajeto ela percebeu que não estavam indo para sua casa e sim para um outro local. Sim, a noite se extenderia. Primeiro eles seguiram até o apartamento de Fábio. Um grande e bonito apartamento num dos bairros mais agitados da cidade. A familia dele dormia silenciosamente nos quartos e dava para ouvir apenas o barulho do salto de Marilia batendo no assoalho. Eles seguiram até o quarto de Fábio. Lá eles se beijaram e se deixaram entregar. Mas aquele não era o melhor lugar. Então foram até um flat ali perto. Marilia, no fundo estava se sentindo uma prostituta chique, mas ela não estava preocupada com isso agora. E lá eles passaram a tarde toda. Marilia se deixou entregar de uma forma sem tamanho. Até que eles adormeceram. A tarde toda eles conversaram, transaram, se entregaram, beberam, fizeram a própria festa naquele quarto. Era engraçado como ele tratava ela. Embora pela pouca diferença de idade, ela brincava que Marilia era sua pequena. E isso se confirmou quando ela resolveu tomar um Toddynho. E juntos riram pela situação. A tarde foi divertida. Quando já estava anoitecendo eles se deram conta que era hora de partir. No fundo os dois não queriam, mas o compromisso batia a porta. Era hora de voltar para casa. No caminho eles mal se falaram. Ficaram quietos vendo a chuva cair, nem o rádio eles ligaram. Na porta do prédio de Marilia, ele anotou o telefone dela. E ironicamente ela disse que ele nunca ligaria de novo para ele, em especial pela forma como tudo aconteceu. Mas ela não se importava. Estava acostumada a conhecer pessoas, passar bons momentos com elas e depois de um tempo não as encontrar mais. Fábio perguntou se ela não queria o telefone dele, assim, ela poderia ligar. Só que Marilia não anotou e num simples gesto disse que esperaria ele procurar por ela. Assim, ela pegou sua bolsa, deu um beijo no rosto dele, saiu do carro e seguiu até seu apartamento. Ela estava exausta. O final de semana tinha sido agitado demais. Marilia tomou um banho demorado. Aquela noite ficaria pra sempre na sua cabeça. Simplesmente pela forma com que aconteceu. A forma como se conheceram, como juntos se descobriram. Mas ela sabia que aquela tinha sido apenas mais uma noite.
E quando ela pensava que ele nunca mais ligaria. Dois dias depois, seu telefone toca. Marilia não reconhece o numero, mas atende. "Olá pequena!". Ela estava realizada.

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