quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

de um café, uma descoberta


Era noite. A chuva caía lá fora e com ela vinha um barulho de vento leve. Medéia adora a chuva, ela se sente limpa e leve, tanto que não corre ou se protege dela quando ela resolve aparecer.
Medéia é uma mulher solitária. Todo dia acorda, fuma um cigarro ainda na cama, seu colchão tem alguns furos de cinza derrubada. Então, ela se levanta, toma um longo banho ao som das notícias que saem do rádio portátil, lava seu cabelo dia sim e dia não. Ensaboa cada parte de seu corpo de forma leve e devagar. Ela leva em média 30 minutos em seu banho.
Ao sair toma apenas um café e come alguma fruta. Ela não se preocupa muito com a refeição matinal. Na verdade Medéia não se preocupa com refeição alguma, por isso apresenta quadros graves na sua saúde.
Medéia acende outro cigarro e vai pro seu dia longo e estressante de trabalho. Ela trabalha em uma repartição e fica o dia todo analisando dados e números. Ela odeia o seu trabalho.
Ela não tem muita esperança nas coisas. Porém, aquele dia seria marcado pra sempre na vida de Medéia.
Na volta pra casa, Medéia resolve ir ao teatro. Fazia tempo que ela não fazia algo realmente que fosse de seu agrado. Então, ela segue até o teatro, compra seu ingresso e aguarda em um café próximo. Ela teria de esperar 1 hora até o inicio da peça.
Ela pede apenas um café e logo acende seu cigarro. Medéia tinha um olhar triste. Ela nunca se apaixonara por alguém, teve alguns amores e desamores, alguns acertos, mas em sua maioria foram erros. E ao ficar ali sentada sozinha, vendo pessoas conversam, rindo, Medéia se deu conta de o quanto era triste.
Assim, um homem lhe pede o fogo emprestado. Como todas as mesas estão ocupadas, ele pede pra se sentar na mesma mesa que ela. Medéia de prontidão diz que sim. Ela nunca negara a companhia de ninguém.
Ele pede um café e um salgado, estava faminto. Tinha acabado de sair do trabalho e desde o almoço não comia nada.
Ele pergunta o nome dela, Medéia responde com um sorriso no rosto e logo, pergunta o dele. Celino, ele diz. E assim, uma conversa tímida começa entre eles. Perguntas de trabalho, gostos, filmes, peças de teatro, e sem perceber se passa 40 minutos.
Medéia e Celino vão assistir à mesma peça de teatro. Uma peça que fala sobre a descoberta do ser, a profunda e grande indecisão sobre a vida.
Medéia se comove durante a peça, e Celino em um gesto de carinho se cede seu lenço.
Após a peça, Celino sem querer ser abusado, convida Medéia pra um ultimo café, e para poderem continuar a conversa de antes.
Eles seguem pra um café um pouco mais distante dali. Durante o trajeto não falam muitas coisas, apenas sobre como a peça os tocou. E sem perceber, estavam confessando suas mais profundas vontades e desejos.
Medéia e Celino não sabem o tempo certo que ficaram conversando e trocando suas confidencias, apenas sentiram que aquele momento ficaria pra sempre marcado em suas vidas.
Ela nunca sentira uma confiança tão grande em alguém. Medéia tem medo das pessoas, medo que elas possam machucá-la, mas com Celino foi diferente.
Após longas horas de conversa, eles se despedem, trocam números de telefone e prometem um novo encontro.
E a noite estava linda, embora um pouco fria e sem estrela no céu. Medéia passou a ver aquele dia com outros olhos.
Medéia chega em casa, toma um longo banho, come uma fatia de pão e resolve se deitar.
Quando já estava na cama, fumando o ultimo cigarro da noite, seu celular vibra. Ela recebeu uma mensagem. Quem será à uma hora dessas, pensa ela. Era Celino lhe desejando boa noite e dizendo que nunca sentira uma sensação tão boa ao conhecer e conversar com alguém.
Medéia, a solitária, se torna uma adolescente e fica corada com uma mensagem que não esperava tão cedo. Ela se esconde debaixo da sua coberta. E relembra sua fase de adolescente em que trocava mensagens com seus namoradinhos, escondida, com medo de que sua irmã a visse mandando torpedos, ou visse o quanto feliz ela ficava com essa situação.
Ela se irradia de esperança. Medéia adora essa sensação que a tanto não sentia. E ela promete pra si que não vai deixar que isso seja em vão.
Celino, em sua casa, aguarda ansioso pela resposta e quem sabe um novo encontro. Ele está feliz. Diferente de Medéia, ele nunca teve problemas com relacionamento, embora achasse que nunca estava satisfeito ou completo o bastante. Mas, com Medéia ele sentira algo inexplicável.
Ambos trocam mensagens e por fim, resolvem que está tarde.
Medéia fecha seus olhos e ao som da chuva caindo adormece e sabe que o dia de amanhã será bem diferente de todos os dias de sua vida.


Por Milena Nepomuceno

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A chuva pede palavras

Fazia tempo que eles não se viam. Não trocavam uma palavra. Ela já não sabia mais como dizer a ele o que sentia, e também não sabia se ele queria ouvir o que tinha a dizer.
Ela não sabe explicar como se deu o encontro.
O tempo estava escuro, as pessoas estavam com uma expressão séria e de vazio, a dela não era diferente. Em meio àquelas pessoas, ela se tornava mais uma. Mais uma em meio à multidão que vaga sem saber aonde quer chegar, mais uma que segue sem rumo e não olha para o lado.
Ele estava preso no trânsito, uma coisa bem comum em uma quinta - feira às 17h30 e ouvia Lenine. Não sei se pensava nela nesse instante, afinal fazia 3 anos que não se viam e não se falavam.
Mas, ela sempre que ouvia a voz macia e suave do cantor, só conseguia pensar e lembrar dos momentos que estava ao lado dele. Quando estava com ele, ela não se sentia como ‘mais uma’. Ela se sentia única e exclusiva, se sentia feliz.
Por ela eu posso falar, eu a entendo, já por ele, não tenho a audácia e nem o atrevimento de tentar compreender.
O primeiro pingo de chuva cai na face quente dela. Que alívio ela sentiu quando aquela gota tocou sua pele, fora uma sensação indescritível. Porém, com a chuva, vem o tormento.
As pessoas começam a abrir seus guarda-chuvas, outras começam a correr com medo dela, mesmo sabendo que isso não adianta. Mas ela não corre e não se protege, simplesmente continua andando e sorri.
O vidro do carro fica embaçado, e ele sente um calor absurdo dentro do carro. Ele resolve estacionar o carro e entrar em um café. Ele não tem pressa em chegar em casa, está entediado o bastante pra ter que ligar a TV e ver as noticias ruins a serem contadas.
Ela chega até um café. Estava bem cheio, as pessoas falavam sem parar, fumando desesperadamente e bebiam.
Ele entra no café. As mesas estão todas ocupadas, em geral por pessoas solitárias, lendo livros, ouvindo música ou simplesmente esperando assim como ele. O lugar está calmo e silencioso.
Ela bebe seu café, ouve conversas alheias, ri sozinha dos absurdos que ouve e vê. Mas, ela não está ali. E de repente começa a tocar Si tard, seus pensamentos voam até uma tarde de outono.
E esse pensamento cruza com o dele, nesse mesmo momento ele ouve a mesma música que ela. E agora sim, ele se vê pensando nela.
Ninguém sabe explicar o porquê, mas nesse exato momento, eles se encontraram. E ambos riram da sua solidão e do estágio que se deixaram chegar.
Eles resolvem ir embora, ambos vão caminhando, e quando chegam ao semáforo, o sinal fecha, a chuva aumenta e eles se olham.
Trocam olhares, até que pessoas apressadas os empurram porque querem atravessar a rua. Eles caminham juntos, se olhando, sem dizer uma só palavra.
Só vê-lo e ver aquele sorriso aberto em meio à chuva que cai em seu rosto, a fez corar e sentir a mesma adolescente boba de quando ele chegou a sua porta e sem dizer nada lhe deu um beijo.
Ao fim da rua, eles trocam algumas palavras bobas. Eles não sabem por onde começar a conversa, então seguem juntos lado a lado. Ele segurando o guarda-chuva, os protegendo.
Ela sentiu que naquela hora o dia se ilmunara e que nada mais importava, apenas estar ao seu lado, mesmo sem dizer nada.
Quem sabe a chuva não os faça falar.

Por Milena Nepomuceno

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Então é Natal

Ah, então é Natal!
Ela nunca gostou desses lugares que começam a colocar os efeites de natal antes da hora, por exemplo bem no começo de novembro.
Mas, tenho que admitir que ela se vê dislumbrada nessa época. Como é bom passar por prédios iluminados, por ruas cheia de luizinhas. Parece que a noite dela se torna mais feliz.
É engraçado, ela adora.
Não vê a hora de poder andar a noite pelas ruas e se deparar com todas aquelas luizinhas a brilhar ou mesmo os inúmeros concertos feitos pelos bancos.
Ela não é muito de viver o espírito natalino, mas adoro sentir o frescor de sair nas ruas e ver tudo mais iluminado. Dá a impressão que as pessoas estão mais feliz.
Ela se senti viva, feliz, mais amada, mais vibrante.
Não há explicações para tal sensação, apenas é muito vibrante!
Viva o espírito natalino.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

em busca do vagão perdido...

Por Milena Nepomuceno
As pessoas correm apressadas, se esbarram, não se olham. E com ele não é diferente. Passou por ela e nem notou sua presença.
Ela não é mulher de chamar atenção. É feliz do seu jeito. A única forma que encontra de encantar as pessoas é não buscar forma alguma. É ser do jeito que é.
Ela estava em casa, sem nada de interessante para fazer. Na verdade estava lendo um livro que mostra o quanto as pessoas são moldadas e segundo o sistema proposto essa seria a maneira mais eficaz de evolução, já que os homens por se distinguirem em castas e pela monogamia acabam por brigarem e conseqüente reverberando a dimensões inanimadas. Opinião essa que se distingue da sua. Ela não crê que com a monogamia as pessoas lutariam mais umas com as outras. É certo que o ser humano procura o melhor para reproduzir, é do sistema animal buscar o mais forte para poder procriar, e isso ela não pensa ser o responsável pelas brigas ou desafetos entre as pessoas. As pessoas, segundo ela, deveriam aceitar mais o que elas têm e não ficar querendo se sobrepor umas as outras. É certo que somos e sempre seremos divididos em castas, que alguns detêm de mais poderes que outros. Mas isso não nos condiciona a brigar com o próximo, só nos leva a buscar formas de atingir metas, e para isso não é necessário eliminar o outro. Também não é certo se adequar ao sistema e muito menos burlá-lo, deve-se sim, traçar planos e ir em busca deles, com seu próprio esforço. Ela pensa muitas coisas quando lê esse livro.
Ela está quase acabando quando uma janelinha no meu computador aparece piscando. Ela vive com seu status ocupado, na verdade são poucas às vezes em que ela realmente está, mas não vem ao caso.
Sua amiga está nervosa, acabou de descobrir que era traída pelo namorado, como se isso fosse novidade pra ela. Mas sua amiga nunca desconfiara do que era obvio, então não seria ela quem ficaria martelando na cabeça dela o contrario. Meu Deus, ela percebe que foi tomada pela indiferença. Ela não se importa com o fato da amiga ter descoberto ou mesmo do namorado ser traidor. Ela vê que está pouco ligando pra isso. Na verdade, lá vêm ela com suas explicações. Não que ela não se importe com isso, é que para ela tantas coisas são mais importantes que o próprio umbigo de sua amiga. Não que isso justifique sua reação. Ela consola sua amiga, dizendo coisas que todos dizem. Sabe-se lá se vai mudar ou ajudar em alguma coisa, mas só de ter dito alguma coisa já redime sua indiferença. Ela realmente foi tomada pelo sistema.
Uma outra janela pisca. Um rapaz que ela conheceu na festa que havia saído no final de semana passado. Parece interessante. Na verdade é aquele que não havia notado sua presença. Porém, após uma ajuda de seu fiel escudeiro, ele se dirigiu até ela. E não para menos ficou encantado com seu jeito único de ser.
Ele inicia a conversa com um simples oi, como vai?!, ela já gostaria que fosse uma proposta pra sair. Eles nunca se beijaram, trocaram telefones, apenas dançaram e ela nunca se sentiu tão enlaçada por alguém. Ela não está apaixonada ou louca por ele. Quer apenas uma aventura. Bom, seus desejos foram, enfim, solicitados.
Ele, junto com uma galera vai viajar para um acampamento em uma cidadezinha vizinha. Momento ideal para ela reunir suas amigas e a atual solteira da turma para um passeio de final de semana.
Ela liga rapidamente para suas amigas e marcam de no dia seguinte passar para pegá-las e assim seguir viagem. Ela se sente muito empolgada. Ela adora viagens inusitadas.
Ela chega ao local e a primeira coisa com que se depara é um longo vagão de trem abandonado. Ela fica surpresa. E não sabe o porquê dessa surpresa. Na verdade ela se sente instigada com aquele vagão. Ela vê sua vida passar por ele. É como se cada parte da sua vida fosse um vagão. E que ao longo vamos perdendo alguns, por cometer erros e não buscar corrigi-los, por deixar as coisas passarem, por fazerem algo que não deviam ter feitos. Mas que tudo se define a isso. Que tudo não passa de vagões e que devemos cuidar o máximo deles. Ou então, estaremos encaixados em padrões que ela já se vê dentro.
Quando se vê na presença de amigos como aqueles, ela não se sente completa, apenas mais uma no meio de um milhão, como se pra ela nada fizesse sentido. Ela já é uma pessoa confusa e em meio aquele momento, àquelas companhias, ela vê que não é ali que gostaria de estar, e sim puxando aquele vagão de volta pra sua vida.
Ela vê que não está nem um pouco interessada na amiga traída, no homem que não a notou, nos amigos que fez ou deixou de fazer. Ela quer apenas voltar ao vagão.
Ela corre de modo desenfreado até ele e fica a contemplá-lo. Ela vê o quanto perdeu tentando fazer parte da casta mais alta, do quanto perdeu tentando se enquadrar em quadros que ela sempre achou destorcidos.
Ela vai recuperar o vagão, vai conquistar quem sempre devia ter ficado ao seu lado. Ela não está com medo de errar novamente ou de receber vários nãos, ela só quer tentar. Ela cansou da sociedade individualista, embora ela faça parte de tal. Ela sabe de sua real situação, e não vai tentar mudá-la ou contorná-la, muito menos se adequar, ela vai viver. E não vai se importar com que vão pensar ou não dela.
Ela só que ir para casa e pintar suas unhas de vermelho.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A vingança é um prato que se come frio

Por Milena Nepomuceno
A vingança permeia a vida de muitas pessoas, pode ela ser mostrada ou oculta, ela consiste na retaliação contra uma pessoa ou grupo em resposta a algo que foi sentido como prejudicial. Em geral, ela tem um objetivo mais destrutivo do que construtivo, e há uma busca de quem sofreu algo a de garantir que a ação não se repita nunca mais.
Muitos são os exemplos de vingança apresentados em filmes, novelas e outros do gênero. O filme Kill Bill retrata a vingança d’A Noiva (UmaThurman),codinome Black Mamba, ex-assassina profissional, parte do grupo DiVAS, Deadly Viper Assassination Squad. Na tentativa de se aposentar e levar uma vida normal em uma pacata cidade do Texas, A Noiva, grávida, está prestes a se casar, quando seus ex-companheiros de trabalho invadem a capela e matam friamente todos os presentes, inclusive o reverendo e sua esposa.
A abordagem feita pelo diretor Quentin Tarantino em que somos levados a rever o massacre na capela, durante o qual a protagonista foi baleada na cabeça por seu ex-amante Bill, consegue criar um clima de tensão crescente que culmina em um plano no qual a câmera sai da igreja, passa pelos quatro assassinos que trabalham para o vilão e afasta-se em direção ao céu, como se evitasse nos mostrar o terror que tomará conta do lugar. Isso para nos mostrar o grupo a ser procurado e posteriormente assassinado pela Noiva, (Uma Thruman) mostrando sua vingança a quem lhe causou mal.
Para a filósofa Martha Nussbaum, baseada nas bases morais, psicológicas e culturais, a vingança é, “O senso primitivo do justo — notadamente constante de diversas culturas antigas a instituições moderna . . . — começa com a noção de que a vida humana . . . é uma coisa vulnerável, uma coisa que pode ser invadida, ferida, violada de diversas maneiras pelas ações de outros. Para esta penetração, a única cura que parece apropriada é a contrainvasão, igualmente deliberada, igualmente grave. E para equilibrar a balança verdadeiramente, a retribuição deve ser exatamente, estritamente proporcional à violação original. Ela difere da ação original apenas na sequência temporal e no fato de que é a sua resposta em vez da ação original — um fato freqüentemente obscurecido se há uma longa sequência de ações e contra-ações". Perante a isso, tem-se que analisar as culturas de cada país, no Japão mantinha a honra da familia, clã através do assassinato vingativo.
A vingança é uma forma de auto expressão, ela pode não ser a mais certa forma de busca por soluções a quem lhe causou problemas ou danos. Porém, assim como disse a filósofa Martha para se tornar verdadeiramente satifeisto deve-se agir da mesma forma com que a ação original designada à pessoa.
Assim já dizia o ditado popular, vingança é um prato que se come frio. Os sistemas legais modernos ocidentais geralmente afirmam que sua intenção é a reabilitação ou a reinserção na sociedade. Porém, mesmo nestes sistemas a noção de justiça como vingança persiste em setores da sociedade. Diante isso não cabe a ninguém analisar o quão certo ou errado é o ato de se vingar de quem lhe fez mal, mas sim analisar o contexto a qual está inscrito.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

As mudanças provenientes da modernidade

Como a Rua Augusta se modificou ao longo dos anos

Carolina Paes, Giovanna Calhelha e Milena Nepomuceno
Augusta. Uma rua com a cara de São Paulo. Assim era conhecida a antiga Rua Maria Augusta, travessa da Avenida Paulista da cidade de São Paulo. Toda a sua extensão era como a veia principal dos grandes redutos culturais das décadas de 70 e 80. Era múltipla e cosmopolita, atraindo diferentes públicos e todos os tipos de contrastes: comércio popular e de elite, hotelaria de luxo e restaurantes sofisticados, bares simples e pequenos motéis.
No final dos anos 50, a Rua Augusta começou a atrair um comércio mais sofisticado, fixando-se como um novo centro de compras, além da difusão da moda, design e cultura da elite paulistana. O charme e todo o requinte da rua a transformava num grande pólo difusor de status, em que seus freqüentadores procuravam ao mesmo tempo o vouyerismo e o flânerie da metrópole paulistana, ou seja, ficavam vagando pela antiga Augusta na ânsia de verem e serem vistos, como maneira de se firmarem nessa nova sociedade em que é preciso ter para ser.
Mais adiante, por volta da dos anos 60 e 70, vira ponto de encontro da juventude paulistana, por meio dos cinemas e lanchonetes, em que os jovens lotavam nas tardes de domingo para curtirem e paquerarem. Com sua fama e grande ostentação a rua ganhou uma música “Rua Augusta”, que virou o hit de seus freqüentadores quando foi regravada pela Jovem Guarda na voz de Erasmo Carlos.
A rua fixou sua importância por ser a pioneira em diversas áreas, entre elas quando abrigou o primeiro Buffet de festas da cidade, o Buffet João Moura, a primeira boate gay, a Intend´s, e o primeiro espaço multicultural do país, o Pirandello, que se tornou o ponto de encontro de artistas, intelectuais e políticos que lutavam pela liberdade e redemocratização do país.
O movimento e as mudanças intensas do processo de modernização acabaram por transformar diversos pólos da cidade. As mudanças econômicas com o advento das indústrias proporcionaram um enorme contingente de pessoas para as cidades. Esse movimento excessivo transformou socialmente e culturalmente as ruas paulistanas, além é claro de influenciarem em suas estruturas. A Rua Augusta foi uma delas, já que passou de uma visão rebuscada para uma mais vulgar.
O boom dos shoppings Centers (novos redutos públicos/privados), fez com que a burguesia migrasse, reduzindo o movimento da rua. Foi nessa época que a Rua Augusta começou a entrar em declínio e passou a ser invadida por pessoas com um poder aquisitivo menor, além da efervescência de shows “alternativos” – gays e travestis – que passaram a mistificar a rua. É a partir daí, que ela começa a ganhar as características de hoje, deixando seu lado luxuoso, e partindo para a vulgarização, sendo sinônimo de uma aparência desgastada e de alta prostituição.
É evidente a grande perda da tradição desta rua, que por anos foi considerada símbolo de sofisticação e modernidade paulistana, no momento que os grandes casarões se tornaram estacionamentos, lojas, prostíbulos, e casas de festas. Como hoje, o foco da rua são os jovens, não é vantajoso, restaurar esses lugares, porque o público alvo busca espaços novos e modernos.
Há também uma desestabilização social, a partir do momento em que se torna um espaço inseguro e mal iluminado. Inseguro, porque passa a ser freqüentada por públicos diversificados e desta forma acaba sendo transformada em palco de agressividade e violência. Atitude que mostra que o amor, a preocupação com próximo e a tolerância com a alteridade, estão se extinguindo e dando lugar ao novo conceito característico da modernidade, o individualismo.
A falta de iluminação também nos remete ao surgimento de um novo conceito, a indiferença. Antigamente, com o surgimento dos boulevares, as pessoas permaneciam mais tempo nas ruas, davam importância umas as outras e usavam esse tempo para melhor se relacionar. Hoje em dia, pórem, a modernidade transformou esse ato em algo irrelevante, indiferente. Já não é necessária boa iluminação, porque as pessoas já não se importam com quem está do seu lado, apenas consigo mesmas.
No momento atual, novas lojas, centros culturais e cinemas, como o Espaço Unibanco, o CineSesc, estão sendo instalados com o objetivo de atrair novamente o público jovem, além da reforma das calçadas e a adesão de desenhos, tipo grafites, na faixada dos comércios. Tudo isso como uma forma de alcançar a sua antiga tradição, marcada pela diversidade e difusão cultural.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O poder do espírito olímpico

Os jogos Olímpicos do ano de 2008 foram realizados em uma das potências mais emergentes e contraditórias do mundo, a China. Por ser um país comandado por um Partido Comunista, em que o comportamento social e organizacional é totalmente controlado de uma maneira autoritária, liberdade é uma palavra em extinção na China.
A imprensa local e internacional censurada viu no espírito olímpico uma abertura maquiada, uma vez que qualquer tipo de manifestação dentro do país que iam contra os ideais do governo chinês, eram imediatamente reprimidos e abafados.
Segundo Skinner, psicólogo fundador do Behaviorismo, abordagem que busca entender o comportamento em função das interrelações entre história genética e ambiental do indivíduo, é necessário introduzir a ele um contracontrole. A partir do momento em que se tem a noção de todos os controles que cercam sua vida, principalmente os aversivos e punitivos, deve-se haver uma reação, ou seja, o contracontrole, por meio de uma manifestação ou um protesto. Para ele, poder e controle estão altamente interligados, já que quem possui o poder, conseqüentemente deterá o controle em suas mãos, sendo uma das maiores agências controladoras, o Estado.
Os chineses apesar de serem a maior nação não estimulam e nem permitem o contracontrole devido ao comportamento político vigente no país. É possível notar tal atitude nas preparações para umas das maiores competições mundiais, as Olimpíadas. Tendo como uma das metas para esses jogos superar o número de medalhas douradas e ultrapassar seu maior rival no quadro geral, os Estados Unidos, a China não poupou esforços para incentivar e impor seu desejo competitivo em seus atletas para um fim vitorioso, o que os acaba levando a não terem consciência de que isso também é um tipo de controle abusivo. Porém, tal controle acabou favorecendo a China que foi um dos países mais vitoriosos em todas as edições dos jogos, atingindo seus objetivos além de toda, quase impecável, organização. O resultado dessa união viu-se presente principalmente na grandiosidade desde a abertura até o encerramento, que entrou na história das Olimpíadas, ficando para Londres, uma missão difícil de superar, já que a China é marcada por esse grande controle social. Controle este de certa maneira incontestável.
Para o bom andamento dos jogos e para que o espírito olímpico prevalecesse, a China, foi obrigada a abrir mão de certos valores, revelando não ser tão fechada. O legado das Olimpíadas, a abertura e liberdade “mascaradas”, alta receptividade para outras culturas, não irá se perpetuar, logo que o espírito comunista usurpará o olímpico.
Pelo Trio Elementar

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ella está volviendo para el comienzo.

A vida nos prega muitas peças, e com a garota não fora diferente.
ela não é do tipo que se apega fácil às pessoas, porque ela sempre soube que nada dura pra sempre, mais sim suficiente para ser eterno.
ela não concorda com o quê vêm acontecendo com ela e ele.
ela não acha certo amá-lo e não tê-lo.
em partes ele também crê nisso. mas não posso falar por ele.
é dela que eu sei. o seu dia não foi dos mais agradáveis. ela nunca sentira tanta dor e vazio.
ela não é forte, embora muitas vezes pareça.
mais ela não pede piedade, não quer que sintam pena ou mesmo dó dela.
ela só quer deitar na cama pensar quem tudo não passou de um pesadelo, embora ela saiba que irá acordar e não terá sido apenas um sonho.
ela sabe muitas coisas. só não sabe porque ele não está com ela.
seria tão mais fácil se eles contassem seus segredos. ninguém lhes disse que seria fácil ou mesmo que não enfrentariam muitas provações.
mais também ninguém lhes disse que seria tão doloroso.
é uma vergonha dizer que eles não estão juntos, e que ela só gostaria de voltar ao inicio.
ela quer encontrá-lo, dizer que sente muito e o quão amável ele é.
ela precisa achá-lo, dizer-lhe que o quer e que precisa muito dele.
ela sabe que nada fala mais alto que o amor.
ela só quer ouvi-lo dizer que a ama, que ele volte para assombrá-la em seu banho matinal e ela irá correr para o começo disso tudo.
ela só sabe que o quer feliz. e que ela o ama muito para deixá-lo sofrer.
ela quer vê-lo sorrir. ela só precisa disso.
embora sonhe em abraça-lo, beijá-lo, tê-lo novamente em seus braços.
sentir ele tocá-la, o arrepio que só ele provoca nela, o olhar que é só dele, o brilho que ela tem no olhar quando fala dele, quando pensa nele.
e isso não irá morrer. ela não deixará. ela não quer.
ela quer mesmo é tocar a mão dele.
se ele permiter, ela irá sorrir muito.
ela quer ouvi-lo dizer que a ama e voltar ao inicio da vida deles.
ela está correndo pra lá. e ele sabe onde encontrá-la.

Por Milena Nepomuceno

domingo, 17 de agosto de 2008

O homem ideal

O homem ideal me dá colo mas não me faz dependente de seus carinhos e cafunés - ao contrário, me incentiva a transpor problemas e encontrar soluções. Tem a rara habilidade de saber ouvir e deizer que é necessário, bom ou a dura e intransponível realidade. Compreende a diferença entre estar presente e fazer companhia e prefere ficar sozinho a estar de alma ausente.
Não é prolixo nem tenta impressionar, por isso é deliciosamente verdadeiro, simples e interessante.
Entende que preciso da sensação indescritivelmente libertadora de sumir por algumas horas para depois estar de volta pra ele.
Não exige a todo instante meu lado risonho porque sabe, como sabe de tantas outras coisas não ditas em sentenças ou discursos, que os dias negros fazem parte de mim. Nota minhas sutis alterações de humor e, sensato, cala-se ao meu lado olhando para a TV. E não exige explicações porque possui aquela calma sabedoria que me impele naturalmente na sua direção.
O homem ideal me dá bronca quando abuso da minha independência ou como chocolate demais e reclamo do peso. Compra sorvete light e evita discussões posteriores.
O homem ideal canta. Não precisa ser afinado, mas susurra canções que, num dia qualquer, descobrimos ambos gostar. Também bebe. Meio pinguço, é daqueles que ficam charmoso de matar com um copo de vinho nas mãos e maravilhosamente sacana três doses acima do normal. Enterra os bons modos e bate a porta do quarto, sem tempo para que eu responda à pergunta nem sequer formulada. Adormece aconchegado a mim, mas não suporta ficar agarrado durante a noite toda.
O homem ideal não considera fraqueza dizer que me ama. Pede ajuda quando sente que o peso colocado sobre seus ombros extrapolou sua força. E chora. Vive regido por sua consciência e, impulsivo, assassina a etiqueta e comete atos passionais. Então faz besteiras, erra, engana-se. E nem por isso deixa de ser maravilhoso - apenas segue sendo magnífica e tropegamente humano.
O homem ideal é imperfeito, numa imperfeição que combina exatamente com a minha.

Por Ailin Aleixo (autora de Mulher Honesta e Só os idiotas são felizes)

sábado, 16 de agosto de 2008

¿una explicación?, no hay.

A garota está tão triste.
ela tenta buscar o porquê na sua mente. de repente o inesperado tomou conta dela, e ela não sabe o que fazer perante a isso.
ela está perdida, e por mais que busque explicações, ela não as entende.
por mais que ela tente ver as coisas da forma mais racional possivel, ela não consegue.
porque ela o ama muito. mas, ela se sente vazia. ela precisa encontrar o elo que se rompeu.
ela tenta de todas as formas agradá-lo, fazê-lo feliz.
mais ela não consegue, porque ele é irreduntante. ele não quer ser feliz. ou talvez ele seja, quando não está com ela. ou mesmo, ele não quer que ela o faça feliz.
ela busca explicações onde não tem. ela pode estar delirando e criando fantasias. ou mesmo inventando razões onde não há.
ela ri. mais não é verdadeiro. e quem a conhece sabe o que se passa.
ela está aos poucos definhando. ela não tem mais vontade de fazer nada.
mas ela sabe que não é assim que tem que agir. ela sabe que não é assim que deve se encarar os problemas.
ela é corajosa. ela o ama.
ela não quer que ele se vá.
mais não depende só dela.
e ela não consegue que ele entenda isso.
bom, quem sabe um dia ambos entendam tudo isso.
ela, agora, não entende mais nada.
ela só sabe que o ama. que precisa dele.
mas que ele, agora, não precisa mais dela.
e isso dói muito.

Por Milena Nepomuceno

domingo, 10 de agosto de 2008

Magic (Colbie Cailat)

You've got magic inside your fingertips
It's leaking out all over my skin-Yeah
Everytime that I get close to you
You're making me weak with the way
You look through those eyes

And all I see is your face
All I need is your touch
Wake me up with your lips
Come at me from up above
Yeah- yeah
I need you

I remember the way that you moved
Your dancing easily through my dreams
It's hitting me harder and harderwith all your smiles
You are crazy gentle in the way you kiss

And all I see is your face
All I need is your touch
Wake me up with your lips
Come at me from up above

Oh- baby
I need you to see me the way
I see you
Love me wide awake in the middle of my dreams.


Tudo que eu preciso é que você me acorde disso tudo
Eu realmente quero que você me veja como sua princesa novamente
Eu preciso te ver feliz para que assim eu também possa ser.
Me ame como sempre me amou.
Vamos nos dar essa chance.

Por Milena Nepomuceno

Eles só precisam se amar

Por Milena Nepomuceno

a garota não tem mais esperanças.
ela se sente parte de um nada.
ao embarcar no onibus, ela sorri para o cobrador, mais parece que ninguém mais quer sorrir.
ela se sente triste, solitária.
nada mais faz sentido.
ela está perdida.
ela olha pela janela e vê o escuro da noite.
ela acabou de ver um filme que a impressionou.
as pessoas não se olham, não se cumprimentam.
mas mesmo triste ela erradia um ar vivo, um ar de que as coisas ainda não se perderam.
ela quer acreditar nisso.
ela nunca passou por isso.
ela nunca se viu sem o que ela mais aprecia.
ela precisa acreditar.
ela desce do onibus, sua mente está bem longe.
está nele que sempre a entendeu.
ela caminha e ela sorri.
ela sorri sozinha.
Louca?
não, apaixonada.
e ela está sentindo a mudança,
e que vai deixar isso tomar conta de tudo
se ele pedir um tempo,
não vai pedir pra ele ficar
mas quer que saiba
que ela não quer perdê-lo
nunca quis e jamais irá querer
mais ela o quer feliz,
a sua felicidade depende disso
ela não quer vê-lo sofrer.
e fará de tudo para que isso não ocorra.
começa a chover e ela não corre
ela sorri bem alto,
ela precisa que a chuva lave sua alma,
que a chuva leve suas incertezas embora,
ela anda pacientimente e só consegue rir e chorar
e seu choro se mistura com o da água da chuva
mais ela não liga se vai ficar doente, se estão a achando maluca
ela quer ser feliz
ela quer o amor dele pra ela
só assim ela conseguirá seguir em frente
ela precisa dele
e com isso a esperança volta a germinar na garota.
as pequenas coisas que ele faz
estão dominando-a
ela quer mostrar como seu coração está batendo loucamente
como seus pés estão nervosos
presos na calçada e ela não consegue chegar perto dos olhos dele
e chamar sua atenção antes que ele passe por ela.
se ele percebesse o que ela acabou de perceber
que eles são perfeitos um para o outro
e nunca encontrarão outra pessoa
apenas perceba
e eles nunca teriam que se perguntar.
eles precisam se dar a chance,
eles se completam.
ele é a outra parte que ela nunca entendeu e nunca teve.
ela precisa dele.
ela o quer como nunca quis ninguém.
Eles têm que se dar a chance.
talvez assim eles possam a voltar a sorrir.
tudo o precisam é se amar.
ela só quer acordar do pesadelo que a cerca e precisa que você a acorde.
ela quer muito ser acordada e voltar a realidade
em que ele fazia parte.
ela quer a esperança dentro dela.
ela o ama muito!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Para você:

Quero que você me aceite
Que me ame
Que me deseje
Como eu desejo
Que me queira
Com a mesma intensidade
Quero apenas você
E mais ninguém
Posso ser louca
Estar embriagada
Em um amor impossivel
Mas agora,
Você é o único que
Domina meus pensamentos
É o único
Que eu quero que me pertença
É quem eu quero pra mim!

Por Milena Nepomuceno

terça-feira, 8 de julho de 2008

Flores Partidas - Parte 1

Por Milena Nepomuceno
E eles se conheceram por acaso.
Não se sabe exatamente quando e nem porquê estavam ali, talvez porque ambos queriam se sentir livres, queria se embriagar a ponto de esquecer os tormentos da vida e poder rir um pouco.
No fundo uma música conhecida tocava, ela com sua postura de mulher fina, estava com um vestido preto bem curto, um sapato vermelho verniz e a bolsa combinando com seu sapato. Sua boca era carnuda, vermelha mesmo sem batom, e ela levemente dava mordidinha em seus labios quando depositava bebida em sua boca. Era linda. Uma beleza sutil, seu rosto era fino, suas pernas eram longas e estava coberta por uma meia fina preta. Estava com uma maquiagem leve, e seus olhos eram pretos como jabuticabas.
Ela nem notou que ele estava no mesmo local que ela. Ela não é esse tipo de mulher que sai a procurar de homens pra se divertir, ela no fundo quer um homem que a ame, que a complete como tal, e ele não era esse tipo de homem.
Mais como mulher decidida e vivida ela resolveu se aventurar por uma noite.
Quando se dirigiu ao banheiro, os olhos deles se encontraram.
Ela não sentiu que seus olhos brilharam ao vê-lo, nem ao menos ficou arrepiada.
Ela apenas sentiu um calor, que até hoje não sabe explicar. Ele era um homem viril, forte, usava calça jeans clara, uma camisa azul, um paletó preto e all-star.
Eles eram diferentes, e isso a fez criar fantasias com esse homem que ela nunca vira na vida.
Ela se encaminhou até a mesa dele e pediu pra acender seu cigarro, e com uma simples mordida nos labios, ela conquistou aquele homem.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Não é Fácil (Marisa Monte)

Não é fácil, não pensar em você
Não é fácil, é estranho
Não te contar meus planos, não te encontrar
Todo dia de manhã enquanto eu tomo o meu café amargo
É, ainda boto fé de um dia te ter ao meu lado
Na verdade, eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda, onde está você?
Toda a vez que eu saio me preparo para talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Todo dia de manhã enquanto eu tomo o meu café amargo
É, ainda boto fé de um dia te ter ao meu lado
O que eu faço? O que eu posso fazer?
Não é fácil, não é fácil
Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil, é estranho

terça-feira, 1 de julho de 2008

Apenas um sonho, talvez.

Por Milena Nepomuceno
Hoje eu sonhei com você.
Não sei se queria ter sonhado isso.
Sonhei que você era meu, que você finalmente me pertencia.
Porém, quanto mais próximos ficamos, com mais medo eu fico.
Eu não sei explicar o que está acontecendo comigo.
É algo estranho. Novo.
Você é uma pessoa nova que está me preenchendo de tal forma que tenho medo do dia de você partir. E assim, não terei em quem apoiar. Não o terei para amar.
Eu me sinto diferente ao seu lado.
Com você me sinto mais alegre. Mais viva.
Talvez seja porque você é algo novo em minha vida. Ainda mais porque os meus dias são cada vez mais tensos.
E é só você me ligar ou vir falar comigo que o meu dia se ilumina.
Fico em êxtase.
Sabe, as vezes queria não sentir essas coisas.
Me sinto culpada.
Ah, vai ver que tudo não passa de ilusão.
Queria muito que não fosse apenas isso.
Queria ser sua!
Queria que você me pertencesse.
Queria apenas te sentir.
Quando sua mão por um instante tocou a minha, nossa, não tenho explicação.
Pode parecer bobagem, mas foi tão forte o que eu senti.
Tanto que aqui eu não consigo descrever o que houve.
Apenas entrei em um frenesi inexplicavel.
Você torna meu dia inexplicavel.
Só você.
Mais tudo não passa de um sonho.
Pode-se dizer que agradável.
Que eu não queria jamais acordar!
Quer saber, deixa pra lá.

Hoje eu enxergo!

Pelo Trio Elementar
“Hoje descobri que não enxergava.
Há um mês meus olhos foram banhados em um mar de leite, meu desespero foi muito grande. Saber que não poderia mais ver me deixou em estado de choque. Ninguém tinha qualquer explicação sobre o meu caso. Não era uma cegueira negra, mais sim a junção de todas as cores, resultando em uma imensidão branca. Não conseguia fazer nada, pois não tinha minha visão. Mas com o passar do tempo descobri que não era a única e comecei a ver.
Não!
Meus olhos não voltaram ao normal, mais meus sentidos se afloraram.
Comecei a ver a ganância das pessoas em quererem se sobrepor sobre as outras, em como diante de situações de desespero muitas não se unem, mais sim criam seus próprios mundos e tentam se infiltrar no dos outros.
Meu olfato me guiava, meu tato me conduzia pelo vazio que antes conhecia, ou ao menos pensava conhecer. Ficar diante dessa situação só me fez ver que antes nada via. O fato de enxergar não dizia que eu realmente olhava para o que era relevante, meus olhos apenas captam as imagens que meu cérebro processava, imagens estas vazias e fúteis.
Com essa cegueira consegui ver que mais cego é aquele que vê mais não enxerga o quê está diante de si. A grande imensidão das pessoas em serem mesquinhas, individualistas. De pensarem apenas no seu próprio bem e esquecerem que se as pessoas que estão a sua volta, próximas de você, estiverem bem, você ficará bem e terá ajuda para conseguir sobreviver a esse mundo de loucos no qual passamos a viver. E ajuda era apenas o que mais me faltava. Sentia-me sozinha, abandonada, rodeada de vozes que eu não reconhecia, de pessoas que nunca tinha tido o prazer de ver, e que mesmo estando ao meu lado, era como se eu andasse sempre sozinha, em um mundo silencioso, coberto por um branco inexplicável. Às vezes tinha a impressão de que estava voltando a ver, que voltaria a ser tudo como era e que eu poderia voltar para minha casa, para meu trabalho, poderia voltar para a minha vida.
Também gostava de imaginar que não passava de um sonho, não, pior, de um pesadelo, do qual eu não via a hora de acordar. Mas eram apenas vontades que não se realizavam.
Já tive até vontade de morrer!
Por que mesmo não conseguindo ver qual a situação deprimente em que deveria estar a cidade e todos os seus habitantes, era possível imaginar. O cheiro que pairava no ar causava uma sensação de sujeira, de algo podre, que dava nojo. Pior ainda era você pisar e encostar em lugares que não fazia idéia do que poderia ser e qual a situação que o mesmo se encontrava. O certo é que higiene já não fazia parte do vocabulário de ninguém, e nem era possível, porque encontrar um banheiro no meio daquela confusão era algo que eu mesma já havia desistido de tentar.
Com essa minha cegueira vi o quanto às pessoas perdem seus sentidos. Que o fato de não ter a visão é como se não tivessem nenhum sentido.
Hoje, com minha visão ao normal, posso medir os fatos e realmente concluir que as pessoas mesmo vendo nunca enxergaram um palmo a sua frente.
As pessoas se esquecem que ver não é o mesmo que enxergar. Muitos vêem muitas coisas, mais não sentem.
Com minha cegueira pude sentir, me dar conta da total falta de compreensão e compaixão das pessoas.
Hoje percebo que eu mesma não enxergava nada, apenas via a vida passar. Foi horrível a sensação de não poder ver as coisas, mas me serviu de experiência de vida.
Vida a qual passei a dar mais valor, que antes era apenas vivida como um dia após o outro, mais agora, sei dar valor às pequenas coisas, aos pequenos gestos.”

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Secreto desejo

Por Milena Nepomuceno
Tenho um segredo.
É algo que vem me preenchendo, que está me sufocando.
É uma angustia que eu nunca havia sentido, me completa que tal maneira que eu me perco dentro dos meus pensamentos, dentro de mim mesma e dentro de você.
O que eu estou sentindo por você é algo que eu nunca senti por outrem.
É um desejo incomparavelmente incomparável com qualquer outro. É único. É só por você.
Quando eu te vi pela primeira vez, nossos olhos se cruzaram e parece que você entrou em mim, que me preencheu.
Eu me senti eufórica. Não sei.
Mais senti como se nos conhecêssemos, como se por um instante já estivemos estado juntos.
O seu olhar. Que olhar!
É manso. Ele exprime um desejo ardente. É de carinho. De paixão.
Eu não sei explicar.
Só sei que eles não saem da minha cabeça. É como se eu tivesse os fotografados de tal forma, que assim que acordo ou mesmo em meus sonhos ele já se faz presente.
Só sei que sonho com seus beijos. Como são. Se são quentes. Se me completarão como seu olhar consegue me mover.
Eu não consigo pensar em outra coisa.
Toda hora me perco pesando em o que você está fazendo. Se por algum instante também está pensando em mim.
Querendo que você me chame pra sair ou mesmo pra vir me dizer um oi.
Quando fomos àquela festa, tudo o que eu mais queria era ser sua. Talvez você também quisesse ser meu. Porém não nos deixamos pertencer.
Por medo? Talvez.
Eu não sei a explicação pra isso tudo. Talvez seja porque você seja totalmente diferente de quem já me magoou. Talvez porque saiba como me tratar. Talvez porque ao olhar pra mim me faça sentir única.
Você já está implícito na minha vida.
Pode ser paixão ou desejo momentâneo.
Mais é uma coisa que eu não quero me ver sem.
Penso no dia em que não te verei mais, e torço pra esse dia nunca chegar.
É estranho como as pessoas passam por nossas vidas e quanto a você, eu jamais quero que saia da minha.
Ainda mesmo porque você já conquistou uma grande parte dela.
Não consigo parar de pensar no momento de nos encontrarmos.
Só que eu tenho medo.
Tenho medo de você não sentir o que eu sinto.
De você me rejeitar.
Eu já tenho ciúmes de você.
Sou louca?
Talvez sim. Mais talvez uma coisa possa explicar tudo isso.
A paixão!
Bom, agora você já sabe meu segredo.
É você.
Você pode até pensar que não é você. Ou achar que estou delirando.
Mais no fundo você sabe que é o único que eu quero ao meu lado.
No fundo você sente que eu o quero de você não é apenas a sua amizade.
É muito mais.
E antes mesmo que possa tomar qualquer atitude. Saiba que te quero muito.
Como eu nunca quis ninguém. Como até então eu nunca havia querido alguém como te quero.
Esse desejo pode passar, mais até agora ele só tem fortalecido.
E talvez juntos possamos entender o que acontece.
Talvez a resposta esteja em seus lábios.
Ou mesmo no meu.
Mais só a você darei o direito de provar.
Porque estou de braços abertos esperando-o.
É você quem eu quero.
Quem talvez eu sempre quisesse e até então não tinha encontrado.
Tudo pode ser ilusão.
Tudo bem, eu aceito o risco.
Só quero provar dos seus beijos.
Sentir os seus braços ao redor da minha cintura.
Sentir que sou sua e de mais ninguém.
Talvez eu seja quem você sempre quis.
E como eu anseio para isso ser verdade.
Você aceita esse risco?

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Feliz dia de amar!

Por Milena Nepomuceno
Feliz dia dos namorados!
Quantas vezes já ouvi essa frase do meu pai. O meu eterno namorado.
A pessoa que sempre amei. Que dava ursinhos de pelúcia para eu colocar na minha coleção e quem me enchia de beijos.
Que sempre me fez acreditar que era a pessoa mais linda e importante para ele. Acho até que minha mãe ficava com ciúmes. Mais que no fundo adorava a forma como ele me tratava.
Agora que ele está longe, sinto falta desses dias, desses atos e dessas frases. De dias como esses.
É estranho quando crescemos e essa frase muda de figura. Agora ouço essa frase do homem que escolhi para estar do meu lado.
Agora é dele que ganho tais ursinhos, as lembranças.
Porém, hoje ele também está longe de mim.
Os dois homens da minha vida estão longe de mim.
Que azarenta.
Só que no fundo, eu sei que ambos estão assim como eu, lembrando dos gestos, das lembranças.
Quando era pequena, nunca entendia bem esse dia, acho que até hoje eu não entendo.
Pra que ter um dia pra dizer que ama a pessoa ao seu lado?
Porque todos os dias não são?
O amor é algo grandioso, majestoso, e não precisa de um só dia, e sim de todos os dias.
Não nos limitemos a dizer que amamos somente hoje.
Temos de dizer isso todo o dia.
O Bom dia deveria ser substituído por Eu te amo.
Com isso as pessoas seriam mais felizes, amariam mais.
Todo dia deveria ser o dia dos eternos apaixonados, deveríamos comemorar a magnitude do amor, não apenas pela pessoa ao seu lado, mais pelo amor aos amigos, a família, a vida!
Acredito que assim não precisariam existir tantos dias de tantas coisas, e sim todos os dias serem o dia de comemorar o amor, seja ele por qualquer coisa.
Então, ame.
Com intensidade, com furor.
Apaixone-se todos os dias pela mesma pessoa.
Por pessoas diferentes.
Mais não deixe de se apaixonar.
Feliz o dia de amar!

O que é amizade afinal?

Por Milena Nepomuceno
Quando era mais jovem não via a hora de entrar na faculdade, e nela via as infinitas possibilidades de amizades e conquistas. Bom, cá estou fazendo uma faculdade super legal, porém falta muito para eu conquistar o tão desejado.
Os verdadeiros amigos, posso dizer com convicção que não os fiz. Não sei se por um erro meu ou um simples erro de localização. Não creio que seja tão chata ou repugnante que acabe por afastar as pessoas.
Bom..isto é uma questão de opinião.
O que acontece é que, já estou sim em um estágio da universidade de ao meu menos os amigos ter conquistado e não sinto isso. Sabemos que em todos os lugares as pessoas formam seus grupos e com isso compartilham seus interesses, problemas e uma amizade que tende a fortalecer.
Bom, até onde eu sei, eu tinha um grupo, muito bem consolidado, mais pela ironia do destino, muita coisa ocorre e com isso o grupo foi se desfazendo.
Sinto falta de algumas pessoas, na verdade sinto muita falta.
Com o grupo que ficou, mais ironias. Isso sempre acontece nas melhores amizades.
Porém, mesmo com esses contratempos eu sempre acreditei nas fortes amizades. Não posso ser tão pessimista a ponto de dizer que não as tenho. Só que há uma grande distância nisso tudo. Eu sempre achei que fazia parte do grupo da minha sala. Mais nem tudo são maravilhas, eu não sei o que acontece. As pessoas tendem a querer deixar outras de lado.
Não que eu seja a pessoa mais perfeita do mundo e mereça que todos me amem. Mais creio eu que sou uma pessoa agradável, que mereça ao menos um convite ou um olá apenas.
Mais nisso tudo o que acaba por me magoar mais, é saber que mesmo em seu grupo não haja a tão sonhada amizade fortalecida. Por mais que você faça parte de um grupo, há sempre uma barreira entre as pessoas.
Uma barreira que talvez ninguém saiba explicar.
Me sinto só.
Só.
Quanto à amizade, a amores, a pessoas que sempre me apoiei e que em partes não deveria ter tomado tal atitude.
Quando você acredita que pode haver fortes laços , só há o elo.
É muito estranha a ironia do destino. E em pessoas que você menos espera que possa te ajudar, ela te abre um sorriso e te dá um olá tão aconchegante, que nessa hora surge a grande duvida da vida: o que é amizade então?
E a partir de hoje, cansei de criar estereótipos, ou mesmo de agradar as pessoas. Eu sou assim, e gosto que me vejam como eu realmente sou. Não quero e não vou agradar ninguém, apenas serei eu.
Porque no fundo sempre sabemos que haverá o abraço amigo, e por mais estranho que possa parecer, quem a gente menos espera está pensando em como foi nosso dia. Se estamos bem. Ela pode até não ligar, mandar email, mais é a pessoa que mais torce pela gente, e para isso ela não precisa estar sempre presente.
Independente de fazer ou não amigos na faculdade, creio que já tenho pessoas o bastante que torcem por mim.
Amigos que eu vou carregar pro resto da minha vida. E que embora não estejam mais presentes nessa fase da minha vida, eu sei que basta um telefone que serei acolhida.
Os meus amigos sempre estarão no topo da minha lista.
E agradeço todos os dias por tê-los.
Os grandes, velhos, novos e sempre amigos!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A volta ao lar.

Por Milena Nepomuceno
Hoje voltarei para o meu lar.
Não se preocupe eu vou voltar pra cá depois!
Só quero rever minha família, meus amigos, as pessoas que sempre estiveram próximas de mim.
Ás vezes não queria voltar.
Quando eu volto parece que meus sentimentos por você se afloram, é uma coisa dificil de explicar.
Acredito que nem ao menos tem explicação.
Quando estou aqui, me sinto ocupada, a cidade faz isso com as pessoas. É uma correria, uma bagunça, e sim mesmo aqui você faz falta, porém a cidade me mantém ocupada.
No meu lar, que é calmo, manso, preciso de você pra me agitar.
Pra me alegrar.
Pra me mostrar que não estou sozinha, embora esteja com muitas pessoas ao meu redor.
Voltar ao tempo.
Voltar pra casa.
E só você não volta pra mim.
Será que você se sente só ae?
Será que tem com o quê se ocupar?
Será que está bem sem mim?
Eu não estou bem sem você.
Hoje estou com uma dor tremenda no peito.
Mais não se preocupe, ao eu ouvir sua voz eu melhoro.
Você me acalma.
Não vejo a hora de você voltar pro seu lar.
Pra eu poder te tocar, beijar, abraçar!
É tão bom te sentir perto de mim.
Sem você meu lar fica vazio.
Fica triste.
Bom, mais está na hora de eu ir.
A buzina está aumentando de volume.
As pessoas estão com pressa.
Muita coisa as espera.
É tanta gente. Tanta pressa. Tanta animação.
Chega a ser engraçado.
Só queria você sentado ao lado.
E cada viagem é uma surpresa.
Será que a Maria, o Pedro ou o João que sentará ao meu lado?
Não quero saber.
O seu lugar está guardado.
Porque é só você que eu quero ao meu lado.
Tanto na ida quanto na volta.
Porque é você que escolhi pra caminhar e seguir pro resto da vida no mesmo lugar.
No meu coração!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

A vida!

Por Milena Nepomuceno
Hoje eu quero sair e dançar.
Quero brincar de ser feliz!
Quero dizer "basta" aos problemas e não me preocupar o quê vão achar de mim.
Quero ser eu mesma e não temer medo dos pensamentos em vão.
Quero ser a rainha da festa, da noite.
As coisas hoje em dia passam muito rápido e muitas vezes perdemos a chance de se divertir, de dizer ao outro o quão importante ele é, o quanto gostamos da conversa e da noite passada.
As pessoas hoje não mais agradecem.
As pessoas não saem pra se divertir.
São tantos problemas, tanto acúmulo de informação que não nos damos conta que não cabe tudo na nossa cabeça.
Que precisamos extravassar.
Precisamos do tempo perdido.
Devemos de nos dar uma chance, duas, três, quantas forem possiveis, para que possamos nos curtir.
Para que possamos errar, brigar, e no final de tudo ser feliz!
As coisas não voltam, o tempo não pará.
E você ae sentado sem nada pra fazer.
Saia, curta, leia mais, cante mais, dance mais, se informe mais.
A vida não espera.
E o quê você está esperando?
A mim?
Não posso, estou indo aproveitar o quê de melhor eu tenho.
A minha alegria, o meu amor, a minha vida!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Ah, a saudade!

Por Milena Nepomuceno
Humm..que desejo inconsciente que me cerca. Às vezes seria tão fácil se sumissemos, que nos perdessemos no tempo e na dor de um momento esquecido.
Já tive muitos momentos bons, porém são tantos contrários em que gostaria de não existir para não ter que encará-los.
Sou fraca em diversos pontos, choro, fraquezo, tenho raiva, ódio. Mas, tenho um amor tão grande. Um amor que está longe, um amor que não posso tocar, sentir, apenas desejar.
E como é árduo esse desejo.
Muitas vezes me perco pensando nos nossos dias de amor. Dias esses que me faziam a pessoa mais feliz do mundo. Dias que o tempo parava, que a noite não tinha fim. Dias que o finito era infinito.
São tantos momentos que me perco pensando em nós. E como sou humana, me ponho a chorar. Por um tempo que não é mais presente. Por um tempo que só com o tempo irá voltar.
Não estamos vivendo o fim, mas o inicio de uma nova fase.
Uma fase que descobriremos o quão importante somos um para o outro. O quanto nosso amor é incondicional. Como nosso desejo de união só nos une. Que mesmo separados por milhas e milhas a espera vale cada segundo, porque você é quem escolhi para ficar ao meu lado.
Tivemos brigas, discussões, é algo que vêm para acrescentar algo que devemos mudar, corrigir e assim nos conhecermos.
E como eu te conheço.
E como você me conhece até mais que eu!
Você sabe me fazer a pessoa mais feliz do mundo, sabe como me fazer sorrir, como me acalmar, sabe até como está meu humor ao olhar pra mim. E como é tão quando você me toca. O dia fica mais colorido. O seu sorriso me diverte.
Como os dias que acordo e vejo uma mensagem sua, leio um email em que você se declara, uma foto que você tirou pensando em mim, eu realmente preciso de você!
Se algo disso não acontece parece que meu dia dia ainda não começou.
Trocaria tudo para ter um abraço seu, poder tocar na sua pele, poder pegar na sua mão, poder caminhar com você, poder te ter.
Sinto o meu coração vazio. Vejo sorrisos espalhados pelo meu dia, mas não encontro o seu e por mais que minha busca seja infinta, ela continuará, porque seu sorriso ainda voltará!
Você pode percorrer o mundo, pode ficar 300 dias longe de mim, mesmo assim eu atravessaria a rua, porque eu sei que a recompensa valeria a pena.
Você é a melhor recompensa que eu poderia ter.
Você faz minha respiração parar quando me beija, faz meu coração disparar quando me toca. Me deixa trêmula quando me abraça, me deixa ofegante quando me domina, me completa em tudo.
Somos diferentes, pelo simples fato de você ser a metade que faltava em minha vida. Para me tornar mais calma, mais confiante, mais paciente, menos estressada. Sem você eu não seria completa.
Então deixei-me entrar na sua vida pra que ela também se torne a minha vida.
Não me deixe nem um minuto em pensar em sair, porque senão minha vida voltará a ser incompleta, é como dizem: a vida só passa a servida quando está ligada a outra vida.
Nossas vidas estão unidas, ligadas e uma completa o quê falta na outra.
Minha saudade é enorme, mais como é bom saber que essa vida está te esperando, que lembra de você.
Seja com grandes ou pequenos gestos.
Seja com muito carinho ou só uma demonstração de afeto, mas que lembra e mostra que minha vida também é importante para a sua.
É por isso que mesmo com os momentos ruins eu nunca ousaria desaparecer, porque eu tenho um porto seguro, eu tenho a mão que me acompanha enquanto eu caminho.
Eu tenho você!
Que mesmo longe, nunca se afasta, porque nosso amor ousa quebrar as barreiras da distância e com isso nos mantemos unidos por uma paixão que não existe palavra alguma no mundo capaz de descrevê-la!
Eu amo muito tudo em você.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

As Básicas

Por Milena Nepomuceno


A dengue ataca novamente, depois de Luciano Huck, Tadeu Mello e muitos outros, agora Diego Hypólito quem foi picado. O diagnóstico foi confirmado nesta segunda-feira com a análise do exame de sorologia a que o atleta foi submetido no último final de semana.
Devido a isso, Diego não tem previsão de alta, embora, seu empresário César Nogueira, tenha expectativa que ele deixe o hospital Copa D'Or, no Rio de Janeiro, ainda nesta semana. Com mais alguns dias de internação, Diego continuará sem poder dar continuidade à recuperação de uma artroscopia no joelho direito realizada no final de março. O ginasta já havia iniciado, com êxito, as sessões de fisioterapia, mas teve de interrompê-las devido ao problema de saúde.

"É realmente alargamente a situação em que o Brasil, em especial o Rio estão em relação à dengue. Desde janeiro, foram registradas mais de 57 mil vítimas da doença, com 67 mortes em todo o estado. Por mais que o governo venha a fazer algo, cabe a cada cidadão se conscientizar do rumo que essa epidemia está tomando e vir a cuidar do seu espaço. Não cabe somente ao governo tomar providências, mais sim a cada um, pois de quê ainda eu cuidar dos afarezes em minha casa e meu vizinho não faz nada?!...Bom, melhoras ao Diego, e que com esses famosos também sendo contagiados as pessoas caiam em si."




A princesa Diana e seu namorado Dodi al Fayed foram mortos devido à negligência acirrada de seu motorista e dos fotógrafos que os perseguiram até um túnel em Paris, mais de dez anos atrás. Depois de passar quase seis meses ouvindo mais de 250 testemunhas de todo o mundo, o júri do inquérito sobre as suas mortes chegou a sua decisão hoje (7), após quatro dias de deliberações.
O presidente do júri disse no tribunal: "Causaram ou contribuíram para o acidente a velocidade e a maneira de dirigir do chofer do Mercedes e a velocidade e maneira de dirigir dos veículos que seguiram (o carro de Diana)."Segundo ele, os fatores que contribuíram para o acidente foi o fato do motorista Henri Paul estar alcoolizado, Diana não estar com cinto de segurança e do carro se chocar com um pilar."Espero, com este veredicto, que todos dêem o caso por encerrado", disse John Stevens, que liderou uma investigação da política britânica sobre as mortes. O juiz Scott Baker, que chefiou o inquérito, instruiu o júri especificamente a rejeitar teorias conspiratórias segundo as quais o acidente teria sido tramado.
O pai de Dodi, Mohamed al Fayed, proprietário de uma loja de luxo, afirmou que seu filho e Diana foram mortos pelos serviços de segurança britânicos por ordem do príncipe Philip, ex-sogro de Diana. Após o anúncio do veredicto, Al Fayed se disse decepcionado e declarou que a rainha Elizabeth e seu marido deveriam ter sido chamados para depor. "Ninguém deve estar acima da lei", falou.

"Um caso lastimável para todos a princesa do mundo ter morrido, quer seja o veredito sempre haverá suspeitas sobre o caso, quem viu o filme A Rainha de Stephen Frears pode ter uma noção de toda trama envolvida na caso, mais vale lembrar de trata-se de uma ficção!. Eu concordo com o pai de Dodi, pois também acredito que Elizabeth deveria depor, já que também é um ser humano como 'todos'."




Caco Ciocler também predente mostrar seu lado cantor, assim como seu amigo de cena Eri Johnson que interpreta o Zé da Feira (inspirado em Zeca Pagodinho). O ator está fazendo laboratório para seu próximo trabalho no cinema, que ainda não tem título mas será distribuído pela Globo Filmes. Na qual será o protagonista e vai interpretar um cantor popular, inspirado em Latino, acrescentando que a trilha sonora do longa será do cantor.

"Meu Deus, um filme só com músicas do Latino!! Haja paciência..não tinha um cantor melhor para fazerem um filme não??!! Quanto a interpretação temos que garantir que Caco dará conta, já que é um super ator..mais uma experiência para sua carreira..hahaha =P "


domingo, 6 de abril de 2008

As Básicas

Na noite de ontem(5), os paulistanos conheceram sua nova Miss, Jananína Barcelos da cidade de Caieiras. Ela disputará no próximo domingo o titulo de Miss Brasil. A Band transmitiu a cerimônia, com apresentação de Gilberto Barros, ao vivo do Memorial da América Latina, em São Paulo. Os cantores Maurício Manieri e Luiza Possi animaram a festa.
Com a transmissão do concurso a Band conseguiu ótimo resultado de audiência. Pela prévia do Ibope, a emissora alcançou pico de 8 pontos e média de 5,5 ficando o tempo todo em terceiro lugar.
"É bem peculiar esses concursos de Misses, em que muitas meninas expõe o seu corpo e não seu intelecto. As moças eram todas muito bonitas e com belo corpo, mas foi só abrir a boca para responder perguntas incrivelmente tolas que toda a graça se perde! Mais quem está lá pra julgar isso né?!"


Na noite deste sábado (5), faleceu o ator americano Charlton Heston, 84 . Segundo a família do ator, Charlton morreu em sua residência em Beverly Hills. O astro sofria desde 2002 de uma doença degenerativa com sintomas similares aos do mal de Alzheimer.
Conhecido por seus papeis épicos e por defender o porte de armas, Heston recebeu o Oscar de Melhor Ator por Bem Hur, em 1959. Além do épico, o ator participou também dos filmes El Cid, Terremoto, 55 Dias em Peking, Agonia e Êxtase, O Senhor da Guerra, Khartoum, O Senhor das Ilhas, No Mundo de 2020, Os Três Mosqueteiros, Aeroporto 75 e Os Dez Mandamentos, além do clássico Planeta dos Macacos, em que protagonizou uma das cenas mais antológicas do cinema, quando encontra a Estátua da Liberdade destruída. Em 2001, em uma homenagem, fez uma pequena participação na refilmagem de Planeta dos Maçados, dirigida por Tim Burton. Famoso por seu conservadorismo, Heston era republicano fanático e foi um firme defensor do direito dos americanos de usar armas, presidindo a National Rifle Association.

"Um grande ator, que contribui em muito nas grandes filmagens, como Ben Hur, filme premiados com 11 oscares. Descanse em paz!"




Matt Damon, 37, vai participar da quarta sequência do filme do agente Bourne, espião da CIA. A informação é do site do jornal Daily Variety.Em 2002, o ator vestiu pela primeira vez o personagem em A Identidade Bourne. Dois anos mais tarde, lá estava ele de novamente em A Supremacia Bourne. Em 2007, Matt Damon filmou O Ultimato Bourne, acreditando ser mesmo o último. Paul Greengrass, que dirigiu as três últimas sequências, e Matt Damon foram os únicos nomes confirmados até agora para fazer parte da produção.
O longa ainda deve demorar um tempo para começar a ser filmado, porque tanto o diretor quanto o ator têm compromissos. A história do espião Jason Bourne foi criada pelo escritor Robert Ludlum, que inspirou os filmes.

"Como de praxe, os filmes que fazem sucesso terem continuidade, mais convenhamos, uma hora tem que ter um fim. Está certo que o filme é bonzinho, tem sua aventura, uma trama não tão boa. Mais os 3 filmes já está em um número bom. Essa história de muita continuação acaba desgastando o filme, e caso esse quarto saia ruim, esse ruim é que será lembrando!"
Por Milena Nepomuceno

sábado, 5 de abril de 2008

As Básicas

A atriz americana Scarlett Johansson apresentará no dia 20 de maio seu primeiro álbum, "Anywhere I lay My Head", a revista People. Após cinco semanas de gravação, a musa de Woody Allen apresenta em sua estréia musical dez singles do cantor e compositor Tom Waits. A protagonista de "O Diário de uma Babá" já mostrou seu talento musical em outras ocasiões interpretando a canção de "Brass in Pocket", do The Pretenders e no filme "Encontros e Desencontros" (2003). No álbum de estréia de Johansson destaca-se a colaboração do produtor David Sitek, o guitarrista da banda Yeah Yeah Yeah, Nick Zimmer, e o guitarrista da Celebration, Sean Antanaitis.



"Esses famosos são mesmo inpressionantes, basta que cantem uma música em filmes ou em um karaokê qualquer que acham que são cantores profissionais!"



A cantora Pitty e o baterista do NX Zero, Daniel Weskler, estão esperando um filho. Os dois estão juntos há pouco mais de um ano.



"Segundo uma nota divulgada pela imprensa o bebê não foi programado, mas com certza será bem vindo!.. Parabéns!"





Brad Pitt está de viagem marcada para o Brasil. De acordo com a Revista Variety, o ator pretende filmar na Amazônia em seu novo projeto cinematográfico, a produtora Plan B. Sua produtora será encarregada de lançar nos cinemas a história do livro Lost City of Z, de David Grann. O livro é sobre a busca de uma cidade perdida na Amazônia. O filme tem estréia prevista prara 2010.


"Vai ser uma honra para nós, brasileiros, receber Brad Pitt aqui, só esperamos que esse filme realce a beleza da nossa Amazônia, e ao contrário de filmes como Turistas que serviram apenas para criar mais estereótipos brasileiros - o país do carnaval, bebidas e que ainda rouba órgãos humanos de estrangeiros."





A ex- bbb Íris Stefanelli está realmente em alta. Após lançar sua linha de esmalte (Impalla) e o vidro de azeitona (Rivolli), a apresentora do TV Fama acertou sua primeira atuação em um longa- metragem. Íris contracenará com atores globais, como Nívea Stelmann, Bárbara Borges e Nelson de Freitas. Trata-se do filme Casamento Brasileiro, do diretor Walter Lazarini, com previsão de início de filmagem para 25 de maio em Mauá, grande São Paulo. A apresentadora viverá Rita de Cássia, uma moça do interior que namora Zé Marreta (Rodrigo Fagundes). Seu par, aliás se tornou famoso interpretando o Patrick de Zorra Total, da Globo.



"Sabemos que como apresentadora ela não é grande coisa, será que depois de muitas aulas ela conseguiu aprender a interpretar. Bom, nos resta esperar a estréia do filme para conferir!"

Por Milena Nepomuceno

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Estréias de Filmes da Semana

Sexta- feira é o dia das estréias de filmes...
alguns bons, outros nem tanto!

Awake: por um fio - Ao se submeter a um transplante cardíaco, jovem sofre fenômeno médico verídico, conhecido como consciência anestésica, e passa a agoniadamente ouvir tudo que se passa na sala de cirurgia quando deveria estar incosnciente.
Elenco: Hayden Christensen, Jessica Alba, Terrence Howard, Lena Olin, Christopher McDonald, Sam Robards, Arliss Howard, Fisher Stevens .
Direção: Joby Harold.

Uma idéia interessante, atores que estão ainda mostrando o seu talento, uma vez que ainda não tiveram a chance de explodir com grandes atuações. Mesmo Jessica Alba ter feito Sin City e Quarteto Fantastico, são filmes regulares e ainda não teve seu espaço merecido. Hayden Christensen é um ator que também está crescendo, ganhou fama com sua atuação como Darth Vader, e seu ultimo filme, Jumper, não apresentou grande coisa. Uma curiosidade é que o casal ganhou o prêmio Framboesa de Ouro como pior dupla em cena!! E Terrence Howard, um ator digno de boas atuações, que oscila entre o dramático e o humorado, sua atuação mais famosa foi em Crash- No limite e seu mais novo filme Valente, que atua como detetive em busca de uma serial killer.
É o primeiro filme que Joby Harold dirige, como praxe tem alguns erros, mais sua ideia inicial é bem peculiar, diz respeito a uma rara condição cirúrgica, a consciência anestésica, que ocorre quando um paciente aparentemente sob anestesia geral ainda consegue perceber o que está ocorrendo à sua volta. O que mantém o filme é o fato de Hayden se manter consciente durante a cirurgia, sendo assim o desenrolar é em como ele poderá sair dessa condição, lutando pela vida!


Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro - Quando o marido é demitido, dona-de-casa endividada vê numa vaga disponível no Banco Central americano a única saída de sustento da família. Lá, conhece duas amigas que a ajudam a destruir notas gastas que devem sair de circulação. Juntas, decidem assaltar o banco e usar o milhões que já iam mesmo deixar de existir.


Elenco: Diane Keaton, Queen Latifah, Katie Holmes, Ted Danson, Roger R. Cross, Adam Rothenberg, Stephen Root, Christopher McDonald, Finesse Mitchell.
Direção: Callie Khouri.

O filme nasceu como um projeto exibido na tevê britânica em 2001. O roteiro retrata o plano das três mulheres de maneira relativamente simples, o que ao menos torna o roubo um pouco mais verossímil. Em contrapartida, o filme tenta enganar o espectador ao não explicar como Bridget (Diane Keaton) pode ter descoberto os detalhes do esquema de segurança que envolve a destruição do dinheiro: nós sabemos como tudo funciona porque o personagem de Root funciona como guia para o público, mas não há indícios de que ele revele tudo aquilo para a faxineira vivida por Keaton. Para piorar, o roteiro também tenta trapacear ao esquecer convenientemente que os personagens revelam todo o plano – e em detalhes – para as autoridades durante a projeção, expondo ainda mais a artificialidade do mesmo.
As atrizes são dignas de serem vistas, semeando ainda mais o "culto a estrela", em que filmes só têm grandes êxitos pelas suas "estrelas", e assim sendo as pessoas não vão em busca de grandes obras primas, mais sim de meros atores.


Maré, Nossa História de Amor - Musical, livremente inspirado na história de Romeu e Julieta, o longa traz a história de dois jovens apaixonados afastados pelo 'apartheid' entre facções rivais numa das maiores favelas da América Latina.
Elenco: Marisa Orth, Cristina Lago, Vinicius D'Black e Babu Santana
Direção: Lúcia Murat

A história é um resgate da extrema musicalidade brasileira, da atualidade da dança contemporânea nacional e dessa estranha mistura presente nas favelas, onde a violência convive com possibilidades artísticas trazidas por projetos sociais. Para o elenco, foram selecionados jovens de comunidades como a própria Maré, através de projetos sociais de dança nas favelas.
A base do filme é boa, e o fato de mudar o enfoque de briga de família para questão racial, pode ser manjada mais não deixa de ser atual e o que muitos no país hoje em dia deveriam pensar!


O Longo Amanhecer - O filme que resgata a obra do economista apresenta a última entrevista filmada que Celso Furtado concedeu antes de morrer. O documentário conta com depoimentos de Antonio Barros de Castro, Francisco de Oliveira, José Israel Vargas, João Manuel Cardoso de Melo, Maria da Conceição Tavares, Osvaldo Sunkel e Ricardo Bielschowsky.
Elenco: (documentário)
Direção: José Mariani.

O filme traça um instigante panorama da história e da economia brasileira e latino-americana na segunda metade do século XX. Em um documentário que mistura a história econômica do Brasil com a vida de Celso Furtado, o diretor José Mariani conseguiu uma longa entrevista de quatro horas com o pensador, avesso às câmeras. A partir dessa filmagem, o cineasta, em parceria com o economista Ricardo Bielschowsky, entrevistou pessoas ligadas a Furtado que pudessem dar uma maior explicação de quem era esse homem e da sua importância na história do país.
O Longo Amanhecer conta com depoimentos de Antonio Barros de Castro, Francisco de Oliveira, Maria da Conceição Tavares, Ricardo Bielschowsky, entre outros, e retrata a vida do economista desde suas origens até sua morte, quatro meses após sua entrevista, em 2004. O documentário conta ainda sobre a criação da Cepal, no Chile, da SUDENE, além das passagens de Furtado pelo governo, como Ministro do Planejamento de João Goulart e Ministro da Cultura de José Sarney.


Rolling Stones : Shine a light - Martin Scorsese registrou dois shows no Beacon Theater de Nova York, com participações especiais de Christina Aguilera, Buddy Guy e Jack White. O filme apresenta detalhes das apresentações, intimidades dos bastidores e detalhes da história da banda de rock and roll.

Elenco: (documentário)
Direção: Martin Scorsese

O filme foi uma forma de Martin Scorsese relaxar após filmar o violento Os Infiltrados, pelo qual ganhou o seu único Oscar de melhor diretor. Os músicos já haviam participado de diversos documentários. O mais marcante, Gimme Shelter, mostra um assassinato durante o show por membros dos Hell Angels, que faziam a segurança. Scorsese também já filmou com músicos antes. Além de clipes para Michael Jackson, ele dirigiu recentemente o documentário No Direction Home, sobre Bob Dylan.
Por Milena Nepomuceno

A Estréia

Somos estudantes e temos metas diferentes, ou não.
Mais o que realmente importa é amizade de nos move e a vontade de crescer!
Não queremos mudar nenhuma opinião, mais sim expor a nossa, e cada um julgue como quiser!
Que seja dada a largada!
O Trio elementar está no ar!!