segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O poder do espírito olímpico

Os jogos Olímpicos do ano de 2008 foram realizados em uma das potências mais emergentes e contraditórias do mundo, a China. Por ser um país comandado por um Partido Comunista, em que o comportamento social e organizacional é totalmente controlado de uma maneira autoritária, liberdade é uma palavra em extinção na China.
A imprensa local e internacional censurada viu no espírito olímpico uma abertura maquiada, uma vez que qualquer tipo de manifestação dentro do país que iam contra os ideais do governo chinês, eram imediatamente reprimidos e abafados.
Segundo Skinner, psicólogo fundador do Behaviorismo, abordagem que busca entender o comportamento em função das interrelações entre história genética e ambiental do indivíduo, é necessário introduzir a ele um contracontrole. A partir do momento em que se tem a noção de todos os controles que cercam sua vida, principalmente os aversivos e punitivos, deve-se haver uma reação, ou seja, o contracontrole, por meio de uma manifestação ou um protesto. Para ele, poder e controle estão altamente interligados, já que quem possui o poder, conseqüentemente deterá o controle em suas mãos, sendo uma das maiores agências controladoras, o Estado.
Os chineses apesar de serem a maior nação não estimulam e nem permitem o contracontrole devido ao comportamento político vigente no país. É possível notar tal atitude nas preparações para umas das maiores competições mundiais, as Olimpíadas. Tendo como uma das metas para esses jogos superar o número de medalhas douradas e ultrapassar seu maior rival no quadro geral, os Estados Unidos, a China não poupou esforços para incentivar e impor seu desejo competitivo em seus atletas para um fim vitorioso, o que os acaba levando a não terem consciência de que isso também é um tipo de controle abusivo. Porém, tal controle acabou favorecendo a China que foi um dos países mais vitoriosos em todas as edições dos jogos, atingindo seus objetivos além de toda, quase impecável, organização. O resultado dessa união viu-se presente principalmente na grandiosidade desde a abertura até o encerramento, que entrou na história das Olimpíadas, ficando para Londres, uma missão difícil de superar, já que a China é marcada por esse grande controle social. Controle este de certa maneira incontestável.
Para o bom andamento dos jogos e para que o espírito olímpico prevalecesse, a China, foi obrigada a abrir mão de certos valores, revelando não ser tão fechada. O legado das Olimpíadas, a abertura e liberdade “mascaradas”, alta receptividade para outras culturas, não irá se perpetuar, logo que o espírito comunista usurpará o olímpico.
Pelo Trio Elementar

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ella está volviendo para el comienzo.

A vida nos prega muitas peças, e com a garota não fora diferente.
ela não é do tipo que se apega fácil às pessoas, porque ela sempre soube que nada dura pra sempre, mais sim suficiente para ser eterno.
ela não concorda com o quê vêm acontecendo com ela e ele.
ela não acha certo amá-lo e não tê-lo.
em partes ele também crê nisso. mas não posso falar por ele.
é dela que eu sei. o seu dia não foi dos mais agradáveis. ela nunca sentira tanta dor e vazio.
ela não é forte, embora muitas vezes pareça.
mais ela não pede piedade, não quer que sintam pena ou mesmo dó dela.
ela só quer deitar na cama pensar quem tudo não passou de um pesadelo, embora ela saiba que irá acordar e não terá sido apenas um sonho.
ela sabe muitas coisas. só não sabe porque ele não está com ela.
seria tão mais fácil se eles contassem seus segredos. ninguém lhes disse que seria fácil ou mesmo que não enfrentariam muitas provações.
mais também ninguém lhes disse que seria tão doloroso.
é uma vergonha dizer que eles não estão juntos, e que ela só gostaria de voltar ao inicio.
ela quer encontrá-lo, dizer que sente muito e o quão amável ele é.
ela precisa achá-lo, dizer-lhe que o quer e que precisa muito dele.
ela sabe que nada fala mais alto que o amor.
ela só quer ouvi-lo dizer que a ama, que ele volte para assombrá-la em seu banho matinal e ela irá correr para o começo disso tudo.
ela só sabe que o quer feliz. e que ela o ama muito para deixá-lo sofrer.
ela quer vê-lo sorrir. ela só precisa disso.
embora sonhe em abraça-lo, beijá-lo, tê-lo novamente em seus braços.
sentir ele tocá-la, o arrepio que só ele provoca nela, o olhar que é só dele, o brilho que ela tem no olhar quando fala dele, quando pensa nele.
e isso não irá morrer. ela não deixará. ela não quer.
ela quer mesmo é tocar a mão dele.
se ele permiter, ela irá sorrir muito.
ela quer ouvi-lo dizer que a ama e voltar ao inicio da vida deles.
ela está correndo pra lá. e ele sabe onde encontrá-la.

Por Milena Nepomuceno

domingo, 17 de agosto de 2008

O homem ideal

O homem ideal me dá colo mas não me faz dependente de seus carinhos e cafunés - ao contrário, me incentiva a transpor problemas e encontrar soluções. Tem a rara habilidade de saber ouvir e deizer que é necessário, bom ou a dura e intransponível realidade. Compreende a diferença entre estar presente e fazer companhia e prefere ficar sozinho a estar de alma ausente.
Não é prolixo nem tenta impressionar, por isso é deliciosamente verdadeiro, simples e interessante.
Entende que preciso da sensação indescritivelmente libertadora de sumir por algumas horas para depois estar de volta pra ele.
Não exige a todo instante meu lado risonho porque sabe, como sabe de tantas outras coisas não ditas em sentenças ou discursos, que os dias negros fazem parte de mim. Nota minhas sutis alterações de humor e, sensato, cala-se ao meu lado olhando para a TV. E não exige explicações porque possui aquela calma sabedoria que me impele naturalmente na sua direção.
O homem ideal me dá bronca quando abuso da minha independência ou como chocolate demais e reclamo do peso. Compra sorvete light e evita discussões posteriores.
O homem ideal canta. Não precisa ser afinado, mas susurra canções que, num dia qualquer, descobrimos ambos gostar. Também bebe. Meio pinguço, é daqueles que ficam charmoso de matar com um copo de vinho nas mãos e maravilhosamente sacana três doses acima do normal. Enterra os bons modos e bate a porta do quarto, sem tempo para que eu responda à pergunta nem sequer formulada. Adormece aconchegado a mim, mas não suporta ficar agarrado durante a noite toda.
O homem ideal não considera fraqueza dizer que me ama. Pede ajuda quando sente que o peso colocado sobre seus ombros extrapolou sua força. E chora. Vive regido por sua consciência e, impulsivo, assassina a etiqueta e comete atos passionais. Então faz besteiras, erra, engana-se. E nem por isso deixa de ser maravilhoso - apenas segue sendo magnífica e tropegamente humano.
O homem ideal é imperfeito, numa imperfeição que combina exatamente com a minha.

Por Ailin Aleixo (autora de Mulher Honesta e Só os idiotas são felizes)

sábado, 16 de agosto de 2008

¿una explicación?, no hay.

A garota está tão triste.
ela tenta buscar o porquê na sua mente. de repente o inesperado tomou conta dela, e ela não sabe o que fazer perante a isso.
ela está perdida, e por mais que busque explicações, ela não as entende.
por mais que ela tente ver as coisas da forma mais racional possivel, ela não consegue.
porque ela o ama muito. mas, ela se sente vazia. ela precisa encontrar o elo que se rompeu.
ela tenta de todas as formas agradá-lo, fazê-lo feliz.
mais ela não consegue, porque ele é irreduntante. ele não quer ser feliz. ou talvez ele seja, quando não está com ela. ou mesmo, ele não quer que ela o faça feliz.
ela busca explicações onde não tem. ela pode estar delirando e criando fantasias. ou mesmo inventando razões onde não há.
ela ri. mais não é verdadeiro. e quem a conhece sabe o que se passa.
ela está aos poucos definhando. ela não tem mais vontade de fazer nada.
mas ela sabe que não é assim que tem que agir. ela sabe que não é assim que deve se encarar os problemas.
ela é corajosa. ela o ama.
ela não quer que ele se vá.
mais não depende só dela.
e ela não consegue que ele entenda isso.
bom, quem sabe um dia ambos entendam tudo isso.
ela, agora, não entende mais nada.
ela só sabe que o ama. que precisa dele.
mas que ele, agora, não precisa mais dela.
e isso dói muito.

Por Milena Nepomuceno

domingo, 10 de agosto de 2008

Magic (Colbie Cailat)

You've got magic inside your fingertips
It's leaking out all over my skin-Yeah
Everytime that I get close to you
You're making me weak with the way
You look through those eyes

And all I see is your face
All I need is your touch
Wake me up with your lips
Come at me from up above
Yeah- yeah
I need you

I remember the way that you moved
Your dancing easily through my dreams
It's hitting me harder and harderwith all your smiles
You are crazy gentle in the way you kiss

And all I see is your face
All I need is your touch
Wake me up with your lips
Come at me from up above

Oh- baby
I need you to see me the way
I see you
Love me wide awake in the middle of my dreams.


Tudo que eu preciso é que você me acorde disso tudo
Eu realmente quero que você me veja como sua princesa novamente
Eu preciso te ver feliz para que assim eu também possa ser.
Me ame como sempre me amou.
Vamos nos dar essa chance.

Por Milena Nepomuceno

Eles só precisam se amar

Por Milena Nepomuceno

a garota não tem mais esperanças.
ela se sente parte de um nada.
ao embarcar no onibus, ela sorri para o cobrador, mais parece que ninguém mais quer sorrir.
ela se sente triste, solitária.
nada mais faz sentido.
ela está perdida.
ela olha pela janela e vê o escuro da noite.
ela acabou de ver um filme que a impressionou.
as pessoas não se olham, não se cumprimentam.
mas mesmo triste ela erradia um ar vivo, um ar de que as coisas ainda não se perderam.
ela quer acreditar nisso.
ela nunca passou por isso.
ela nunca se viu sem o que ela mais aprecia.
ela precisa acreditar.
ela desce do onibus, sua mente está bem longe.
está nele que sempre a entendeu.
ela caminha e ela sorri.
ela sorri sozinha.
Louca?
não, apaixonada.
e ela está sentindo a mudança,
e que vai deixar isso tomar conta de tudo
se ele pedir um tempo,
não vai pedir pra ele ficar
mas quer que saiba
que ela não quer perdê-lo
nunca quis e jamais irá querer
mais ela o quer feliz,
a sua felicidade depende disso
ela não quer vê-lo sofrer.
e fará de tudo para que isso não ocorra.
começa a chover e ela não corre
ela sorri bem alto,
ela precisa que a chuva lave sua alma,
que a chuva leve suas incertezas embora,
ela anda pacientimente e só consegue rir e chorar
e seu choro se mistura com o da água da chuva
mais ela não liga se vai ficar doente, se estão a achando maluca
ela quer ser feliz
ela quer o amor dele pra ela
só assim ela conseguirá seguir em frente
ela precisa dele
e com isso a esperança volta a germinar na garota.
as pequenas coisas que ele faz
estão dominando-a
ela quer mostrar como seu coração está batendo loucamente
como seus pés estão nervosos
presos na calçada e ela não consegue chegar perto dos olhos dele
e chamar sua atenção antes que ele passe por ela.
se ele percebesse o que ela acabou de perceber
que eles são perfeitos um para o outro
e nunca encontrarão outra pessoa
apenas perceba
e eles nunca teriam que se perguntar.
eles precisam se dar a chance,
eles se completam.
ele é a outra parte que ela nunca entendeu e nunca teve.
ela precisa dele.
ela o quer como nunca quis ninguém.
Eles têm que se dar a chance.
talvez assim eles possam a voltar a sorrir.
tudo o precisam é se amar.
ela só quer acordar do pesadelo que a cerca e precisa que você a acorde.
ela quer muito ser acordada e voltar a realidade
em que ele fazia parte.
ela quer a esperança dentro dela.
ela o ama muito!