sexta-feira, 11 de julho de 2008

Para você:

Quero que você me aceite
Que me ame
Que me deseje
Como eu desejo
Que me queira
Com a mesma intensidade
Quero apenas você
E mais ninguém
Posso ser louca
Estar embriagada
Em um amor impossivel
Mas agora,
Você é o único que
Domina meus pensamentos
É o único
Que eu quero que me pertença
É quem eu quero pra mim!

Por Milena Nepomuceno

terça-feira, 8 de julho de 2008

Flores Partidas - Parte 1

Por Milena Nepomuceno
E eles se conheceram por acaso.
Não se sabe exatamente quando e nem porquê estavam ali, talvez porque ambos queriam se sentir livres, queria se embriagar a ponto de esquecer os tormentos da vida e poder rir um pouco.
No fundo uma música conhecida tocava, ela com sua postura de mulher fina, estava com um vestido preto bem curto, um sapato vermelho verniz e a bolsa combinando com seu sapato. Sua boca era carnuda, vermelha mesmo sem batom, e ela levemente dava mordidinha em seus labios quando depositava bebida em sua boca. Era linda. Uma beleza sutil, seu rosto era fino, suas pernas eram longas e estava coberta por uma meia fina preta. Estava com uma maquiagem leve, e seus olhos eram pretos como jabuticabas.
Ela nem notou que ele estava no mesmo local que ela. Ela não é esse tipo de mulher que sai a procurar de homens pra se divertir, ela no fundo quer um homem que a ame, que a complete como tal, e ele não era esse tipo de homem.
Mais como mulher decidida e vivida ela resolveu se aventurar por uma noite.
Quando se dirigiu ao banheiro, os olhos deles se encontraram.
Ela não sentiu que seus olhos brilharam ao vê-lo, nem ao menos ficou arrepiada.
Ela apenas sentiu um calor, que até hoje não sabe explicar. Ele era um homem viril, forte, usava calça jeans clara, uma camisa azul, um paletó preto e all-star.
Eles eram diferentes, e isso a fez criar fantasias com esse homem que ela nunca vira na vida.
Ela se encaminhou até a mesa dele e pediu pra acender seu cigarro, e com uma simples mordida nos labios, ela conquistou aquele homem.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Não é Fácil (Marisa Monte)

Não é fácil, não pensar em você
Não é fácil, é estranho
Não te contar meus planos, não te encontrar
Todo dia de manhã enquanto eu tomo o meu café amargo
É, ainda boto fé de um dia te ter ao meu lado
Na verdade, eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda, onde está você?
Toda a vez que eu saio me preparo para talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Todo dia de manhã enquanto eu tomo o meu café amargo
É, ainda boto fé de um dia te ter ao meu lado
O que eu faço? O que eu posso fazer?
Não é fácil, não é fácil
Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil, é estranho

terça-feira, 1 de julho de 2008

Apenas um sonho, talvez.

Por Milena Nepomuceno
Hoje eu sonhei com você.
Não sei se queria ter sonhado isso.
Sonhei que você era meu, que você finalmente me pertencia.
Porém, quanto mais próximos ficamos, com mais medo eu fico.
Eu não sei explicar o que está acontecendo comigo.
É algo estranho. Novo.
Você é uma pessoa nova que está me preenchendo de tal forma que tenho medo do dia de você partir. E assim, não terei em quem apoiar. Não o terei para amar.
Eu me sinto diferente ao seu lado.
Com você me sinto mais alegre. Mais viva.
Talvez seja porque você é algo novo em minha vida. Ainda mais porque os meus dias são cada vez mais tensos.
E é só você me ligar ou vir falar comigo que o meu dia se ilumina.
Fico em êxtase.
Sabe, as vezes queria não sentir essas coisas.
Me sinto culpada.
Ah, vai ver que tudo não passa de ilusão.
Queria muito que não fosse apenas isso.
Queria ser sua!
Queria que você me pertencesse.
Queria apenas te sentir.
Quando sua mão por um instante tocou a minha, nossa, não tenho explicação.
Pode parecer bobagem, mas foi tão forte o que eu senti.
Tanto que aqui eu não consigo descrever o que houve.
Apenas entrei em um frenesi inexplicavel.
Você torna meu dia inexplicavel.
Só você.
Mais tudo não passa de um sonho.
Pode-se dizer que agradável.
Que eu não queria jamais acordar!
Quer saber, deixa pra lá.

Hoje eu enxergo!

Pelo Trio Elementar
“Hoje descobri que não enxergava.
Há um mês meus olhos foram banhados em um mar de leite, meu desespero foi muito grande. Saber que não poderia mais ver me deixou em estado de choque. Ninguém tinha qualquer explicação sobre o meu caso. Não era uma cegueira negra, mais sim a junção de todas as cores, resultando em uma imensidão branca. Não conseguia fazer nada, pois não tinha minha visão. Mas com o passar do tempo descobri que não era a única e comecei a ver.
Não!
Meus olhos não voltaram ao normal, mais meus sentidos se afloraram.
Comecei a ver a ganância das pessoas em quererem se sobrepor sobre as outras, em como diante de situações de desespero muitas não se unem, mais sim criam seus próprios mundos e tentam se infiltrar no dos outros.
Meu olfato me guiava, meu tato me conduzia pelo vazio que antes conhecia, ou ao menos pensava conhecer. Ficar diante dessa situação só me fez ver que antes nada via. O fato de enxergar não dizia que eu realmente olhava para o que era relevante, meus olhos apenas captam as imagens que meu cérebro processava, imagens estas vazias e fúteis.
Com essa cegueira consegui ver que mais cego é aquele que vê mais não enxerga o quê está diante de si. A grande imensidão das pessoas em serem mesquinhas, individualistas. De pensarem apenas no seu próprio bem e esquecerem que se as pessoas que estão a sua volta, próximas de você, estiverem bem, você ficará bem e terá ajuda para conseguir sobreviver a esse mundo de loucos no qual passamos a viver. E ajuda era apenas o que mais me faltava. Sentia-me sozinha, abandonada, rodeada de vozes que eu não reconhecia, de pessoas que nunca tinha tido o prazer de ver, e que mesmo estando ao meu lado, era como se eu andasse sempre sozinha, em um mundo silencioso, coberto por um branco inexplicável. Às vezes tinha a impressão de que estava voltando a ver, que voltaria a ser tudo como era e que eu poderia voltar para minha casa, para meu trabalho, poderia voltar para a minha vida.
Também gostava de imaginar que não passava de um sonho, não, pior, de um pesadelo, do qual eu não via a hora de acordar. Mas eram apenas vontades que não se realizavam.
Já tive até vontade de morrer!
Por que mesmo não conseguindo ver qual a situação deprimente em que deveria estar a cidade e todos os seus habitantes, era possível imaginar. O cheiro que pairava no ar causava uma sensação de sujeira, de algo podre, que dava nojo. Pior ainda era você pisar e encostar em lugares que não fazia idéia do que poderia ser e qual a situação que o mesmo se encontrava. O certo é que higiene já não fazia parte do vocabulário de ninguém, e nem era possível, porque encontrar um banheiro no meio daquela confusão era algo que eu mesma já havia desistido de tentar.
Com essa minha cegueira vi o quanto às pessoas perdem seus sentidos. Que o fato de não ter a visão é como se não tivessem nenhum sentido.
Hoje, com minha visão ao normal, posso medir os fatos e realmente concluir que as pessoas mesmo vendo nunca enxergaram um palmo a sua frente.
As pessoas se esquecem que ver não é o mesmo que enxergar. Muitos vêem muitas coisas, mais não sentem.
Com minha cegueira pude sentir, me dar conta da total falta de compreensão e compaixão das pessoas.
Hoje percebo que eu mesma não enxergava nada, apenas via a vida passar. Foi horrível a sensação de não poder ver as coisas, mas me serviu de experiência de vida.
Vida a qual passei a dar mais valor, que antes era apenas vivida como um dia após o outro, mais agora, sei dar valor às pequenas coisas, aos pequenos gestos.”